Discografia

Desafio de Um Paulista e de Um Gaúcho - 1972
Gravadora: Musicolor - LP 1.04.405.208

Capa

Músicas

Lado A - 01 - Desafio De Um Paulista E Um Gaúcho

Intérprete: Gildo de Freitas e Flor Da Serra

Agora vamos ter o prazer de apresentar dois
trovadores
Um paulista e um gaúcho sendo eles Gildo de Freitas
E Flor da Serra para os aplausos de vocês
E agora como o espaço de rádio é curto sai cantando
Flor da Serra


Risca a gaita gaiteiro

Amigo Gildo de Freitas
O que tu andas fazendo
Aqui por estas bandas
Anda comprando ou vendendo
Andas dando ou apanhando
Andas ganhando ou perdendo

Nem dando nem apanhando
Nem ganhando nem perdendo
Vivo na escola do mundo
Ensinando e aprendendo
Sou nascido no Rio Grande
O senhor fique sabendo

Isto eu já fiquei sabendo
E que és bom repentista
O senhor fique ciente
Hoje por primeira vista
Tu vais entregar os pontos
Para um trovador paulista

Para um trovador paulista
Paulista tu te convence
Que eu nasci pra fazer verso
E esta trova me pertence
E o patrão dos trovadores
É o pavilhão Riograndense

No pavilhão Riograndense
Estou trovando contigo
O povo da tua terra
Não reconhece perigo
Em alguns anos atrás
Foram dois estado inimigo

Foi dois estado inimigo
Há muitos anos atrás
Mas tenho convicção
Que hoje não brigam mais
E o novo desafio
Retrata um sinal de paz

Retrata um sinal de paz
És trovador competente
Se o povo daqueles tempos
Fossem mais inteligente
Não havia tantas guerra
Nem matavam tanta gente

O de fato tu tens razão
Não matavam tanta gente
É que o estudo aumentou
Hoje é tudo diferente
Se nota pelo governo
Deste novo presidente

Este novo presidente
Nos trouxe tanta alegria
Na hora que este Brasil
Tantas mortes prometia
Se não fosse este gaúcho
Triste de nós que seria

Ai triste de nós que seria
É uma barbaridade
Porque até o homem deseja
Pra o povo a tranqüilidade
Por isso nóis dois também
Vamos trovar com a amizade

Vamos trovar com amizade
Mas comigo é diferente
Eu respeito no Brasil
As leis do teu presidente
Mas na trova não respeito
Gaúcho na minha frente

Gaúcho na tua frente
Eu não vim pra fazer guerra
Eu sou o Gildo de Freita
E tu és o Flor da Serra
Mas se eu perder pra paulista
Não retorno a minha terra

Não retorna a tua terra
Tu lida com paciência
Porque aqui em São Paulo
Vais encontrar resistência
O trovador que eu pegar
Não volta mais pra querência

Se eu não voltar pra querência
Não é por faltar talento
Só se houver uma paulista
Que mude o meu pensamento
Bonita e cheia da grana
Pra fazer bom casamento

Pra fazer bom casamento
Precisa ser rica e bela
O Gildo tu estás coroa
Pra casar com a donzela
Vê se me explica cantando
Qual a sua intenção por ela

E como o espaço é curto
Canta seu último verso, Gildo de Freitas

Obrigado menina

A minha intenção com ela
Eu sou um homem sem luxo
Depois que eu gosto da china
Eu honro quem mandou o cartucho
Venço a trova e levo ela
Pra o território gaúcho

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Lado A - 02 - A Vida De Rodogerio Santana

Intérprete: Gildo de Freitas

Senhores prestem atenção nos meus tempos de guri
Eu tinha só doze anos quando a minha mãe perdi
Meu pai me deu pra um amigo, mas eu não me convenci
Tive dois anos com ele
O amigo do pai, aquele, e um certo dia saí.

Sai na calma com paz um bom gaúcho não erra
Me despedi de Uruguaiana a minha querida terra;
E eu já tinha dois cavalos leviano pra subir serra
E para tirar uma prova
Me ajustei na Estância Nova do senhor Olimpio Guerra.

Por lá também foi dois anos cumprindo a missão sagrada
Mas sem nunca refugar rigor de lidas pesadas
Enfrentando o Minuano, Sol torrantes com geadas
Saindo de um montando noutro
Quebrando queixo de potro nos dias de gineteada.

Fui gauderiar noutros pagos sem falha de honestidade
Assim passou mais dois anos e eu cheguei naquela idade
De ter que dar uma prova da minha brasilidade
E de acordo com a lei
Sentei praça e me fardei sempre de boa vontade.

Por lá estudei um pouco no bom pensar de rapaz
Até hoje me arrependo não ter estudado mais
Porém cumprí meu dever, Deus do céu sabe o que faz
Saí bem documentado
E um pouco falquejado pelos bancos colegiais.

E vim direto a estância quando saí do quartel
Como General Serafim, neste tempo Coronel
Um home que pra o Brasil foi sempre honesto e fiel
Eu dele fui empregado
E de lá sai casado, fiz um bonito papel

Hoje vivo sorridente, ao lado de Maria
Que Deus me deu por esposa para me dar alegria
Já não sou mais tão pobrinho, eu tenho um gado de cria
Eu em capricho eu reservo
E amor na china conservo sempre em minha companhia.

Assim vou adquirindo vivendo mais satisfeito
Eu a esposa e os filhos abraçado no respeito
Sou Rodogério Santana, sou sério, bato no peito
Dou prazer pra meus amigos
Por isto é que eu sempre digo ser pobre não é defeito

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Lado A - 03 - Não Me Faças Sofrer

Intérprete: Gildo de Freitas

Moreninha linda não me faça eu chorar
Por que eu vim neste mundo
Moreninha linda foi para te amar
A paixão que eu tenho no meu peito não fica
Por isso é que eu venho
Por isso é que eu venho, moreninha linda.

Moreninha linda não me faça chorar
Por que eu vim neste mundo,
Moreninha linda foi para te amar

Vem contar do que sente este meu coração
Não há coração que agüente
Não há coração que agüente uma dor da paixão
Desde quando eu te vi lá naquele festança
O meu coração
O meu coração, sofre não descansa.


O meu rancho esta feito fui eu mesmo quem fiz
E eu não te desprezo
Todas as noites eu rezo pra nos ser feliz
Eu só quero morena a sua decisão
Me responda que sim
Tenha dó de mim não digas que não

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Lado A - 04 - São Jorge Seja O Meu Guia

Intérprete: Gildo de Freitas

Meu poderoso São Jorge meu cavaleiro do espaço
Faça de todo poder da sua espada de aço
Para livrar o meu corpo de tudo que é embaraço
Necessito do senhor para guiar os meus passos.

Ai, São Jorge esse pedido eu lhe faço
Necessito do senhor para guiar os meus passos.

São Jorge santo valente amigo dos seus amigos
Faça fechar os maus olhos que me olharem por donde eu sigo
Me sinto com mais coragem estando junto consigo
Quero cantar pros meus fãs sem correr nenhum perigo.

Ai, São Jorge esse pedido eu lhe faço
Necessito do senhor para guiar os meus passos.

Quero que o senhor compreenda preciso ter alegria
Eu também quero o senhor para minha companhia
Eu sentindo seu fluido eu tenho mais garantia
Estou livre do inimigo aos olhos feitiçaria.

Ai meu São Jorge quero o senhor pra meu guia
Fazendo a minha defesa, toda noite todo dia.

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Lado A - 05 - Meu Sofrimento

Intérprete: Gildo de Freitas

Uma noite eu tive um sonho que eu ia ficar doente
Fiquei muito descontente e um pouco impressionado
Daquela data em diante acabou minha alegria
E num final de três dias um sonho realizado

Eu tinha um programa cedo na radio da capital
Comecei me sentir mal, me queixei ao diretor
Era o Dilamar Machado, o diretor meu amigo
Me vendo nesse perigo já me mandou pro doutor.

Chegando lá o doutor bateu a radiografia
Me contaram que eu sofria e me julgaram incapaz
Receitaram um bom remédio e um ano de repouso
E que eu não fosse teimoso não podia cantar mais

Mas eu estava devendo em casa muita despesa
E eu sou de natureza de pagar o que se deve
Agora sou obrigado parar com meu movimento
Se eu não fizer tratamento talvez morra muito breve

Eu só espero é que Deus ouça meu cantar tristonho
Que me remeta outro sonho para fazer minha cura
Só me resta esta esperança é numa cura divina
A mais certa medicina para qualquer criatura.

Este é o ultimo disco que eu vou por em gravação
Devido a situação desta minha enfermidade
Mais se Deus me der a cura eu vou pro disco outra vez
Para cantar pra vocês sempre de boa vontade

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Lado B - 01 - Inspiração De Poeta

Intérprete: Gildo de Freitas

Fazer verso é muito fácil mas precisa inspiração
Eu hoje estou inspirado pra fazer comparação

Comparo a mulher com a flor e o amor com perfume
Doença braba eu comparo com quem ama e tem ciúme
Comparo o mundo um salão, a vida um tango certinho
Quem troca muito de par fica dançando sozinho

Comparo a criança, um anjo porque ilumina um lar
Só a inteligência humana não há com quem comparar
E eu comparo a minha mãe com um anjo que não peca
E eu comparo a minha idéia com vertente que não seca

Comparo o sol com sorriso e a tempestade com pranto
E eu comparo a minha alma com simples verso que eu canto
Comparo o circo uma casa, a luz a estrela que brilha
E a platéia eu comparo gente da minha família.

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Lado B - 02 - Vida Brava

Intérprete: Gildo de Freitas

Minha mulher é alta magricela
Não me roubaram por ser muito feia
Pobre coitada de passar miséria
Anda acordada, mas sempre vareia

Não tem mais força para ralhar com o filho
A sua voz está tão fraquinha e rouca
Lavar pra fora ela também não pode
As suas forças estão muito pouca

A criançada lá da vizinhança
Já chamam ela de magrela louca
Sou um marido bastante infeliz
Ela só tem é pescoço e nariz

E não tem um caco de dente na boca
Já somos pais de doze filhinhos
Tem dez machinhos
Tem duas prendas

As roupas delas são todas floreadas
Porque são feitas de várias fazendas
A mulher corta da roupinha velha
Vai ajeitando e depois remenda

Agora sim estou vivendo apertado
Estou vendo o jeito que vou ser multado
Porque não fiz declarações de renda

É brabo, mas é queijo, dizia uma velha
comendo um pedaço de sabão


Minhas crianças que vão pro colégio
Não levam nada pra sua merenda
Porque eu de tanto me atrasar com as contas
Estou de mal com o dono da venda
E a rapadura que eu comprei fiado
Eu não paguei pro dono da tenda
Minha mulher toda noite sonha
Que ai promessa da tal de cegonha
E vai vir mais cinco pra nóis de encomenda

Para com isso mulher véia

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Lado B - 03 - Sem Você Não Sou Feliz

Intérprete: Gildo de Freitas

Morena vamos embora morar lá no meu rincão
Começando desde agora, te darei meu coração
Lá dentro do meu ranchinho feliz havemos de ser
Deus do céu abre os caminhos, serás minha até morrer
Eu preciso de você pra enfeitar meu ranchinho
E preciso merecer um pouco dos teus carinhos
Eu ao lado de você fica tudo mais azul
Embarca morena, embarca e vamos embora pro sul.

A terra é boa,. o gaúcho é bom, o céu é azul
Embarca morena, embarca vamos embora pro sul.

Vai lá conhecer meu pago, o rancho bem macanudo
Ali pra nossa vivenda no rancho tenho de tudo
Vertente de água boa tem no terreiro da casa
Fogão de lenha comprida que amanhece com brasa.
Porcada, chiqueiro alto pra conservar com limpeza
Setenta quadras de campo, pastagem por natureza
Muitas criações de gado, nunca conheci pobreza
Mas toda minha fortuna não paga tua beleza.

Tenho carro de passeio, um bom cavalo de encilha
Pra você já amansei uma potranca tordilha
Pra mim só falta você entre tantas maravilhas
Sou ricaço solitário, sou tristonho sem família.
Se tu gostares de mim conforme de ti gostei
Tu me respondas que sim pra casar perante a lei
Já te contei as riquezas que trabalhando eu já fiz
Mas sem a tua beleza não poderei ser feliz

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Lado B - 04 - Rodeio Gildo De Freitas

Intérprete: Gildo de Freitas

Tenho quatorze cavalos todos ganho de presente
Velhacos por natureza que já tem matado gente
Eu com essa cavalhada minhas trovas e campereada
Levo o Rio Grande por frente

(Tudo é bicho perigoso ainda são de minha estima
Eu na trova nunca achei quem me vencesse na rima
E os meus cavalos também tem várias notas de cem
quem parar um minuto em cima)

Tenho cavalo na tropa que pula de todo jeito
Cavalo de graxa firme e tem granito no peito
São velhaco de capricho vou dar o nome dos bichos
Para sinal de respeito

Cavalo "Perigoso" é cria da minha fazenda
Não tem um que pare em cima nem há cerca que lhe prenda
É respeitado por brabo parece marca do diabo
não há cristão que lhe entenda


Eu vivo dando rodeio em tudo quanto é Estado
Aqui vai mais quatro nome dos quatorze respeitado
Que pertence a mesma casa
"Corta-Vento" e "Espalha Brasa", "Rompe Ferro" e "Desastrado"

E aqui vai mais outros nomes pra dar amostra do pano
"Casca Velha" e "Jararaca", "Matador" e "Desengano"
"desconfiado" e "caborteiro "e "Assassino" e "Batuqueiro", "Golpe Seco" e o "Aragano"


Vou encerrar esta letra escute o que eu digo agora
Meus rodeios tem cantiga, fandango, cavalo e espora
E a platéia toda aceita rodeio do Gildo de Freita
Percorre o Brasil afora

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Lado B - 05 - História De João Manoel

Intérprete: Gildo de Freitas

Essa é a história do João Manuel
Um gaúcho lá de Santo Antonio das Missões


Para uma falsa mulher que eu conheci
Eu entreguei o meu pobre coração
Amargamente depois me arrependi
Foi para mim a maior desilusão

Quem eu pensei que não tivesse defeito
Feriu meu pobre peito com o punhal da traição
Nunca pensei que existisse falsidade
No coração da mulher que eu tanto amei

Destruiu um sonho de felicidade
Que eu inocente muito tempo alimentei
Aquela ingrata procurou manchar meu nome
Com outro homem, não sei como eu não matei

Senti meu sangue ferver nas minhas veias
Tive vontade de matar por ser fingida
Tive vontade de morar numa cadeia
E ficar lá o resto da minha vida

Deus foi amigo transformou meu pensamento
Reconheci pra que tamanho sofrimento
Sem merecer por uma mulher perdida
Graças a deus não me tornei assassino

Por um momento que fiquei alucinado
Eu resolvi viajar sem ter destino
E para ela não deixei nenhum recado
Se a mata-se seria injusto e mal feito

Eu creio no direito de amar sem ser amado
No meu caminho encontrei um outro Amor
Que encheu a minha vida de esperança
Que curou para sempre a minha dor

Também a minha sede de vingança
Vivo feliz com quem a mim se uniu
E a mulher que meu amor iludiu
Eu afastei para sempre da lembrança

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Lado B - 06 - Desafio Do Padre Rubens Pilar

Intérprete: Gildo de Freitas e Padre Rubens Pilar

Atenção senhoras e senhores
teremos agora o desafio
do padre Rubens Pillar
com o trovador dos pampas
Gildo de Freitas


O meu legado de padre
Sei que todo povo aceita
Estou bem acompanhado
Cantando com Gildo Freita
E o povo têm confiança
Que a trova será direita

Ai que a trova será direita
Eu também fico satisfeito
De vim trovar com um padre
Fazendo os versos direito
És mensageiro de Deus
Merece todo o respeito

Merece todo o respeito
Nós somos dois mensageiros
Tu vem trazendo a mensagem
No linguajar dos campeiros
Na tradição do Rio Grande
Os corações dos brasileiros

Pra os corações dos brasileiros
E a tua voz se alevanta
Tu hoje rezaste a missa
E rogaste ao pé da santa
Viste mostrar ao povo
Que tu reza e também canta

Que eu sou padre e também canto
E admiro a natureza
Deus admira a alegria
Eu disto tenho certeza
Se todo mundo cantasse
Não existia tristeza

E não existia tristeza
E de fato não existia
É por isso é que eu pego a gaita
E canto todos os dia
No coração do gaúcho
A tristeza não se cria

A tristeza não se cria
E de fato não convém
Me responda Gildo Freita
Sei que te conheço bem
Se és solteiro se és casado
E qual a religião que têm

Sou casado pai de filhos
E vou contar o meu batismo
Me batizei pelo padre
Na lei do catolicismo
Mas conheço saravá
Também o espiritismo

E também de espiritismo
Já me deste informação
Por ires ao saravá
Não deixas de ser cristão
Tu podes vim a ser padre
Na futura encarnação

Ai na futura encarnação
A gente vem deferente
E eu quero andar de batina
Batizando os inocente
E tu vai vim pai de santo
Com forte médium e vidente

Se eu vier médium e vidente
Conforme tua analisa
Eu vou seguir dando os passe
Nessa gente que precisa
E tu no papel de padre
Casa, confessa e batiza

Eu caso, confesso e batizo
E recebo a ordem do além
E tu cuida o saravá
Que aquilo eu conheço bem
Receba só guias bons
Não faça mal a ninguém

Não faça mal a ninguém
Mesmo eu tendo pra isso
Fazer o bem eu consinto
De fazer mal eu desisto
Porque devemos seguir
As leis sagradas de Cristo

Ai as leis sagradas de Cristo
Que tanto sofreu na cruz
E as almas sofredoras
Que andam nas trevas sem luz
Hão de achar o caminho
Chegar ao pés de Jesus

Chegarão aos pés de Jesus
Pra ele pedir perdão
Que seria perdoado
E ganhava a salvação
E isto só se adquire
Por meio da religião

Ai por meio da religião
Que é tudo na nossa vida
Agora chegou a hora
De fazer a despedida
E deixar o nosso abraço
A esta gente querida

A esta gente querida
A este povo amigo
Me foi o maior prazer
Ter esta trova contigo
Uma trova com respeito
Com outro eu não consigo

Ai com um outro eu não consigo
Tu me responsabiliza
Fazer trova com respeito
É cousa muito precisa
O povo aproveita mais
E as trovas se moraliza

E a trova se moraliza
E que gostaram eu garanto
Rezando na minha igreja
Todo este povo eu levanto
Me despeço de vocês
Pai, Filho e Espírito Santo

Pai e Filho e Espírito Santo.
E o amém das multidões
E eu peço um raio de luz
Para todas as religiões
Que conserve esta alegria
Hoje em todos os corações

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