Discografia

Sucessos - 1999

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Músicas

Lado A - 01 - Saudade De Minha Terra

Intérprete: Gildo de Freitas e Carlos M. Pereira

Quero ir na minha terra
Quero matar a saudade
Quero ver o que eu não vejo
Aqui dentro da cidade
Quero demorar bastante
Ficar lá o mês inteiro
Quero fazer toda lida
Que eu fazia de primeiro
Quero domar potro xucro
Que há muito tempo eu não domo
Tomar um mate a meu gosto
Que há muito tempo eu não tomo
Tomar um mate a meu gosto
Que há muito tempo eu não tomo

comer as frutas silvestres
Da mata da minha estância
Plantadas por mão do mestre
Que comi na minha infância
Eu quero fazer de tudo se der certo
O que eu desejo
Eu quero encerrar as vacas tirar leite
Fazer queijo
Fazer um laço de doze se esparramar no espaço
E cerrar nas guampas do bicho
Pra mostrar que braço é braço


Quero camperear bastante
No lombo de bons cavalos
Carpir bastante de enxada
Para as mãos criarem calos
Arrastar pipa de água
Na chincha do meu petiço
Para lembrar minha infância
E o meu primeiro serviço
Quero arranjar um gaiteiro
E fazer um baile animado
E provar que eu sou herdeiro
Da herança do passado
Pra provar que eu sou herdeiro
Da herança do passado

Lavrar terra sem trator
Pegar no rabo do arado
Pra bem da musculatura
Cortar lenha de machado
E levar um retratista
Pra bater fotografia
E provar pra meus amigos
De tudo que eu lá fazia
Vou fazer acreditar
Quem nunca me acreditou
E outros ficarão sabendo
Quem eu era e quem eu sou
E outros ficarão sabendo
Quem eu era e quem eu sou

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Lado A - 02 - Confusão No Baile

Intérprete: Gildo de Freitas e Antero da Silva

Eu fui toca num arrasta pé
Que até hoje não sai da lembrança
Tava tocando chegou um rapaz
Muito contente pra entrar na dança
E foi chegando pra perto de mim
Falando baixo assim no meu ouvido
Seu sanfoneiro não me leve a mal
Me dá licença eu vou fazer um pedido

Você tá vendo ali aquela moça
Que está de pé ali sobre a janela
Toque uma Polca daquelas antigas
Porque esta Polca eu vou dançar com ela
Mas o rapaz estava de azar
Quando chegou perto da mocinha
Estava outro encostado nela
Disse te arreda que esta polca é minha

E foram os dois assim discutindo
Num bate papo até o clarear do dia
A Polca é minha e a Polca é tua
E nessa Polca deu a porcaria
Eu sou gaiteiro que toco meus bailes
Eu tenho fama de bom tocador
Eu toco pouco baile na cidade
Eu toco muito é no Interior
Eu atendo qualquer um pedido
Eu toco Xote eu toco Vaneira
Só não atendo pedido de Polca
Para evitar de uma outra porqueira

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Lado A - 03 - Minha Vivenda

Gildo de Freitas

Eu moro mesmo ali na beira da mata
Eu tive gosto pra fazer o meu ranchinho
Eu me acordo com a linda serenata
Tão melodiosa do o cantar dos passarinhos
E todos acham que eu tive muito gosto
Para fazer uma morada tão bonita
Eu tenho lá um macaco pulador
Um papagaio falador
E uma linda caturrita

A caturrita eu chamo ela de cocota
Ela responde papai, papai
Meu papagaio conta alguma lorota
E o macaco pulando me distrai
Tenho por vicio levantar de manhã cedo
Acariciar sempre ele é meu costume
Enquanto estou acariciando a caturrita
Os outros dois quase morrem de ciúme

Tenho um viveiro cheio de passarinhos
Que pego xucro mas não é por ser ingrato
Pego o xucrinho para eles ter descanso
Depois de manso solto todos no meu mato
E vou levando uma vida assim de anjo
E peço a Deus nessa vida não dar fim
Me aclimatei com o cantar dos passarinhos
Que depois que tão mansinhos cantam pra mim
Me aclimatei com o cantar dos passarinhos
Que depois que tão mansinhos cantam pra mim

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Lado A - 04 - Gaúcho Bom É Assim

Gildo de Freitas e Ignácio Cardoso

O gaúcho rio-grandense
Já é muito conhecido
É valente é destemido
Mas não ofende a ninguém
Mas, porém sendo ofendido
O gaúcho perde a linha
Mostro logo em seguidinha
O grande valor que têm

E é bem assim lá no Rio Grande
Principalmente em São Borja, não é Dourado?


O gaúcho desconfiado
É um tremendo perigo
Reconhece o seus amigos
Mas não briga sem razão
Mas também se resolvendo
Manda chegar quem quiser
Mas se enxergando mulher
Lhe cai as armas da mão

Aí não dá mais pra brigar
Primeiro se atende a chinoca!


Numa certa ocasião
Um contrário me ofendeu
Puxou do revolver seu
Mas não chegou dar um tiro
Até parece mentira
Dei-lhe um tamanho sopapo
Caiu virado num trapo
Morreu sem dar um suspiro

Este não incomoda mais!

Nisto chegou uma prenda
Mulher de rara beleza
Que me olhou com firmeza
E o meu corpo estremeceu
Deu-me tamanho pialo
Aquele olhar fascinante
Eu não fugi do flagrante
E a policia me prendeu

Depois que eu sai da cadeia
eu fui preso de novo nos braços dela!


Se não fosse aquele olhar
Eu garanto que fugia
Eu brigava, mas não ia
Parar lá naquela prisão
Mas um olhar como aquele
Em qualquer parte do mundo
Em menos de dois segundos
Prende qualquer valentão

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Lado A - 05 - Fiz Uma Moça Chorar

Gildo de Freitas e Ignácio Cardoso

Figueira sombra da cestia
Com certeza estais lembrar
Quando eu com minha amada
Nois passava as tardes inteiras
Ela ria de faceira
Trocamos beijos e carinhos
Que nem casal de pombinhos
Na tua sombra figueira

Me lembro da tua sombra
Eu tive momentos felizes
Mas hoje o destino quis
Que eu pegasse outro caminho
Te lembra quantos carinhos
Ela fazia pra mim
Tudo aquilo teve um fim
Por isso eu voltei sozinho

Por incrível que pareça
Minha querida figueira
Me roubaram a companheira
Eu nem sei que fim levou
Te conto o que se passou
Não que eu seja covarde
Quero chorar esta tarde
Nesta sombra que restou

Não me censures figueira
Pela loucura que faço
Eu venho neste cansaço
Não posso ser mais feliz
Os teus galhos seu Juiz
Deste meu grande fracasso
Por eu não ter nos meus braço
A mulher que eu tato quis

Figueira eu junto de ti
De tudo eu serei capaz
Não quero ver nunca mais
Essa falsa criatura
Para cumprir minhas juras
Eu trouxe esta cavadeira
Na tua sombra figueira
Quero a minha sepultura

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Lado A - 06 - Eu Reconheço Que Sou Um Grosso

Intérprete: Gildo de Freitas

Me chamam de grosso, eu não tiro a razão
Eu reconheço a minha grossura
Mas, sei tratar a qualquer cidadão
Até representa que eu tenho cultura
Eu aprendi na escola do mundo
Não foi falquejado em bancos colegiais
Eu não tive tempo de ser vagabundo
Porque bom gaúcho vergonha não faz

Eu trabalhava, ajudava os meus pais
Eu sempre levei a vida de peão
Porque no tempo que eu era um rapaz
Qualquer um serviço era uma diversão
Eu lidava no campo cantando pros bichos
Porque pra cantar eu trouxe vocação
Por isso até hoje eu tenho por capricho
De conservar a minha tradição.

Eu aprendi a dançar aos domingos
Sentindo o cheiro do pó do galpão
Eu pedia licença apeava do pingo
E dizia adeus assim de mão em mão
E quem conhece o sistema antigo
Reclame por carta se eu estou mentindo
São documentos que eu trago comigo
Porque o respeito eu acho muito lindo

Minha sociedade é o meu CTG
Porque nela enxergo toda a antiguidade
E não se confunda eu explico por que
Os trajes das moças não são à vontade
E se, por acaso, um perverso sujeito
Querer fazer uso e abusos de agora
Já entra o machismo impondo respeito
E arranca o perverso em seguida pra fora

Ô mocidade associem com a gente
Vão no CTG e leve os documento
Vão ver de perto que danças decente
E que sociedade de bons casamentos
Vão ver o respeito, vão ver a alegria
Vão ver o capricho desta sociedade
E ver o encanto das belas gurias
Que possam lhe dar uma felicidade

O meu pensamento agora vai longe
Cruzar a fronteira os Estados Unidos
Que com certeza esta hora também
Arguém me escuta por ter bons ouvidos
E ao presidente de lá desta terra
Que é deste povo bastante querido
Este gaúcho aqui não tem falha
Porém eu quero agradecer as medalha
Que nesse verso ficar agradecido

A ti ô doutor Antônio gaúcho
Que Deus nos conserve a nossa amizade
Tu tens razão e merece essa ideia
Que Deus te deu tanta mentalidade
Por ser um gaúcho, um advogado
Que bota e que tira o vivente da grade
Eu neste versinho eu quero te dizer
Eu peço pra Deus pra Ele aten

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Lado B - 01 - Acordeona

Intérprete: Gildo de Freitas e Milton José

De madrugada quando dia vem raiando
Eu to tomando no meu rancho chimarrão
E pra tristeza não ser muita no ranchinho

A acordeona faz carinho e alegra meu coração
Ah acordeona tu te recorda da tua dona
Ah acordeona tu te recorda da tua dona


Quando enxergo teu retrato na parede
Eu fico doido perco a sede me deito não tenho sono
Minha acordeona reconhece a pobrezinha
Que a gaúcha que era minha ta na mão do outro dono

Ah acordeona tu te recorda da tua dona
Ah acordeona tu te recorda da tua dona


Minha acordeona quando toca sempre diz
Que ao infeliz também chegará seu dia
Se acordeona disser isso com certeza
Leve a tristeza e depois traga a alegria

Ah acordeona tu te recorda da tua dona
Ah acordeona tu te recorda da tua dona


Eu já te amei como os anjos amavam a lira
Eu já te adorei como anjos adoram a Deus
Mas não enxergo em teu olhar esperança
Até nem quero ser feliz nos braços teus

Ah acordeona da um desprezo na tua dona
Ah acordeona da um desprezo na tua dona

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Lado B - 02 - Companheira Amiga

Intérprete: Gildo de Freitas

Sanfona inda me lembro de tudo que fez por mim
Por este mundo sem fim nos meus tempos de rapaiz
Hoje de idade alcançada já quase no fim da vida
Com as forças quase vencidas, mas eu não te esqueço mais
E eu não poderia esquecer esquecendo Deus me castiga
É a minha obrigação tratar bem desta minha amiga

Tu sempre foi minha amiga nas horas bonita e feia
Nos hospitais e na cadeia sempre estiveste a meu lado
Me sinto bem, ó sanfona estando junto contigo
Tu tem deste teu amigo tanto segredos guardado
Ó minha sanfona querida eu morro te querendo bem
Porque os meus segredos na vida tu nunca contaste a ninguém

Quero levar-te comigo sanfona no meu caixão
Tu vai ser a inspiração da alma do meu defunto
Se na outra encarnação a divina providência
Nos permitir a licença nós voltaremos os dois junto
E este é todo meu desejo te levar junto a meu peito
Para te ouvir lá no céu tocando do mesmo jeito

Quantos corações de china que ficaram apaixonados
Ao ouvir os teus teclados tocados pelo teu dono
Sanfona para que eu possa te provar que eu sou teu amigo
Quero te levar comigo no meu derradeiro sono
Só eu sei, ó sanfona amiga comigo que tu passou
Se não fosse tu, ó sanfona eu não seria o que sou

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Lado B - 03 - Filho Sem Coração

Intérprete: Gildo de Freitas

Sobre a beira de uma estrada eu me encontrei com um velhinho
Que ao me ver churrasqueando me pediu um pedacinho
E me contou coitado todo, todo o seu passado
que teve no seu caminho
Senhor eu sou um homem velho, mas sou um velho de brio
Eu nunca fui vagabundo eu vivo assim pelo mundo
tristonho sem ter auxilio, mas fui homem que trabalhei
E gastei tudo o que ganhei para dar estudo ao meu filho
Foi pena que esse meu filho depois de moço formado
Casou-se com uma moça filha de um rico afamado
E ela me escorraçou e o meu filho concordou
Por isso eu vivo atirado assim faço meus trabalhos
Já velho sem agasalho e eles num bom sobrado
Minha mulher de paixão já está embaixo do chão
Não vive mais a meu lado e ainda por judiação
Me correm do seu portão esquecendo o seu passado


Manda os criados me correrem do portão
E o meu filho nem sequer na porta sai
Agrada o sogro que é o pai da mulher dele
Por causa dela esqueceu que eu sou seu pai
E nem sequer reconhece o sacrifício
Que eu fiz na vida pra manter o seu estudo
Não guardei nada para manter a velhice
Porque eu com ele o que eu tinha eu gastei tudo

Hoje velhinho enfraquecido desse jeito
E solitário no mundo sofrendo assim
Maldito estudo que eu lhe dei sem ter proveito
Ser pai de filho e não ter ninguém por mim
Quando eu tombar no meu derradeiro sono
Faça uma cova e uma cruz de pau do mato
E um letreiro: Morre um pai no abandono
Por dar estudo a um filho tão ingrato

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Lado B - 04 - Meu Xote Amigo

Intérprete: Gildo de Freitas e Zezinho

Meu xote amigo estão te abandonando
Te desprezando sem ter piedade
Eu quero ainda que sejas tocado
Que sejas dançado pela mocidade
A tua volta eu sei que não retarda
Porque a Jovem Guarda te dão liberdade

É muito linda esta dança de hoje em dia
Trás muita alegria para muitos ambientes
Mas eu convido a querida mocidade
Para dar liberdade pro dançar de antigamente
A tua volta eu sei que não retarda
Porque a Jovem Guarda ficarão contente

As nossas danças atuais são cousa linda
Temos ainda nossos pais que não morreram
Os nossos pais ficariam mais contentes
Se voltasse novamente as danças que conheceram
A tua volta eu sei que não retarda
Porque a Jovem Guarda já te compreenderam

Vamos moçada dançar um xote marcado
A dança do nosso Estado reviver antiguidade
Pois é preciso que ela ter divulgação
e ter mais penetração dos costumes da cidade
A tua volta eu sei que não retarda porque
A Jovem Guarda conhece a verdade

Vamos fechar as porteira, gaúcho

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Lado B - 05 - Definição Do Grito

Intérprete: Gildo de Freitas

Conheci uma menina numa noite de função
Que chorou desesperada ao ouvir minha canção
Eu fiquei curioso pra saber qual a razão
Por qual será o motivo que eu magoei o seu coração


E eu notei ao cantar esta canção
Que os seus olhos davam sinal de chorar
E eu exijo de você a explicação
Qual a razão que a canção lhe fez penar
Pois talvez seja a triste recordação
Que lhe trouxe esta canção ao ouvir o meu cantar

Gaúcho, este teu cantar, é todo o meu viver traçado
De um cantor que conheci, meu primeiro namorado
Jurou - me fazer feliz, cometi este pecado
E agora tua canção me trouxe a recordação das penas do meu passado


Foste sincera respondeste a pergunta, desabafaste o
teu triste coração
Estas sofrendo por alguém que te deixou
Sofrendo a dor da triste separação
Eu não gostei prefiro te ver contente
Procure ouvir novamente a minha voz nesta canção

Tu tens de tudo o que é de lindo em tuas mãos
A perfeição Deus te deu por natureza
Tu tens no peito um humilde coração
Onde a paixão acumula essa tristeza
És muito nova tu tem muita vida ainda
És muito linda não maltrate esta beleza

E é aqui o final da triste história
De uma menina que eu achei bonita e bela
Ainda tenho eu gravado na memória
Toda a tristeza que enxerguei no rosto dela
Ela sofria por causa do cantor aquele
Ela chorando por ele e eu cantando pra ela

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Lado B - 06 - A Vida Do Romão Vieira

Intérprete: Gildo de Freitas e Formiguinha

Gildo

Formiga vamos saudar
Este Rio Grande altaneiro
Eu vou saudar todas as mães
Deste solo brasileiro
Desejo até que esses versos
Penetrem no mundo inteiro

Formiguinha

Penetrem no mundo inteiro
Tu cantastes muito bem
Devemos reconhecer
O valor que uma mãe tem
Porque amor como de mãe
Não se encontra em mais ninguém

Gildo

Não se encontra em mais ninguém
E merece todo respeito
E um filho pra sua mãe
Sempre é rapaz direito
Embora seja bandido
Pra ela não tem defeito

Formiguinha

Pra ela não tem defeito
Se um filho for condenado
Ela sempre pede a Deus
Pra que seja perdoado
Porque se ela sofrer
Ele é quem sofre dobrado

Gildo

Ele é quem sofre dobrado
E é anjo de muita luz
E a virgem santa Maria
Que é a mãe de Jesus
Muito sofreu a coitada
Por ver seu filho na cruz

Formiguinha

Por ver seu filho na cruz
Nunca queixou-se a ninguém
É do princípio do mundo
Que este sofrimento vem
Meus amigos que nos ouvem
Zele a mãe e trate bem

Gildo

Zele a mãe e trate bem
E tenha dó das coitadinhas
Vós estou dando um conselho
Porque já não tenho a minha
Há anos Deus a levou
Esta fortuna que eu tinha

Formiguinha

Ai, perdeste tua mãezinha
Eu também perdi aquela
Tão linda estava a velhinha
No meio de quatro velas
Eu ainda sinto o calor doçura dos beijos dela

Gildo

Eu ainda sinto a doçura
Do calor dos beijos dela
Pra rezar por sua alma
Seguido eu vou na capela
E, às vezes, eu pego a sanfona
E chorando eu canto pra ela

Formiguinha

Chorando eu canto pra ela
A dor não desaparece
Jesus estais me ouvindo
Escutais a minha prece
Deixe a mamãe de lado
No lugar que ela merece

Gildo

No lugar que ela merece
Deus me dê esta alegria
Vós levou ao que era seu
E a mim também pertencia
Mas permita que no céu
Nós os dois se encontre um dia

Formiguinha

Nós os dois se encontre um dia
Eu te peço pra rainha
Me diga pra mim em sonho
Minha querida mãezinha
Se tens no céu um esposo
Que aqui na terra tu tinha

Gildo

Que aqui na terra tu tinha
Os anjos que digam amém
Minha mãe tenho certeza
Que o mesmo esposo ela tem
Foi sincera aqui na terra e
Será lá no céu também

Formiguinha

E será lá no céu também
Teu verso me comoveu
Minha mãe era uma jóia
Que nunca desmereceu
Era linda como as águas
Que Jesus cristo bebeu

Gildo

Que Jesus cristo bebeu
E veja bem o que tu faz
Homem, criança e mulheres
Pessoa grande e rapaz
A platéia toda chora
E eu já não aguento mais

Formiguinha

E tu já não agüenta mais
Por isto eu não ignoro
Quem chora tem sentimento
E o sentimento eu adoro
Tu chora a platéia chora
E eu cantando também choro

Vamos encerrar Formiguinha

Gildo e Formiguinha

Ai, tu cantando também chora
Mesmo não é brincadeira
Se nós dois seguir cantando
Choraremos a vida inteira
E assim, encerremos as trovas
Pra parar com choradeira

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