Departamento Cultural

CTG Gildo de Freitas
1ª RT - Porto Alegre - RS


A Chama Crioula

Curiosidades

• Foi criada em 7 de setembro de 1947 por Paixão Côrtes, que retirou uma centelha do "Fogo Simbólico da Pátria". Seu significado é a união indissolúvel do Rio Grande à Pátria Mãe e o desejo de que a chama aqueça os corações de todos os gaúchos.

• O acendimento ocorre até o final da primeira quinzena de agosto na cidade escolhida. O ato marca o início oficial das comemorações farroupilhas no Estado.

• Em torno de 800 cavalarianos participam da distribuição da Chama Crioula para 300 municípios.

• O Movimento Tradicionalista Gaúcho tem uma escala das cidades que sediarão o acendimento até 2044. Neste ano, foi Iraí. Porto Alegre está prevista para 2035.

• Em 7 de setembro, a chama é levada da sede da 1ª Regional Tradicionalista para o Acampamento Farroupilha. A cavalgada distribui a centelha por diversos pontos históricos da cidade, entre eles o Colégio Júlio de Castilhos, onde a tradição foi iniciada.

• No dia 20 de setembro, a chama é apagada, finalizando os festejos farroupilhas do ano.

O domínio do fogo

A partir do domínio do fogo, o cérebro humano desenvolveu-se muito rapidamente, proporcionando um salto qualitativo na nossa vida. A sociedade humana, como a conhecemos, acredita-se que se estruturou a partir do momento em que o homem passou a dominar o fogo, pois este permitiu inúmeros avanços, dentre os quais, que os grupos familiares estivessem ativos durante a noite, o preparo de alimentos e bebidas, também foi usado em caçadas e para afugentar animais e grupos rivais. Mas um ponto fundamental foi seu uso na agricultura e pecuária, servindo para limpeza de áreas (sistema de coivara) e foi amplamente empregado na fundição de metais.

O simbolismo do fogo

São inúmeros os registros que mostram a importância do fogo na vida do homem. É um elemento que consome, aquece, ilumina, mas também pode trazer morte e dor, e por isso, seu simbolismo pode variar muito dependendo do contexto em que ele é usado.

O fogo é um dos quatro elementos da natureza (água, terra, fogo e ar) e que o ser humano pode produzir, fazendo uma conexão entre os homens e Deuses. A maioria dos rituais, ao longo da história, envolve uma chama eterna, e acender um fogo é equiparado com o nascimento e ressurreição. É um princípio criador por excelência, símbolo da energia vital, da purificação, da espiritualidade, do entusiasmo e do ardor.

A chama Crioula – Momento sociopolítico

O Brasil, no final dos anos 40, do século XX, estava saindo da ditadura da chamada “Era Getúlio Vargas”, que havia calado a imprensa, que prejudicava o desenvolvimento e prática das culturas regionais. Com isso, perdeu-se o sentimento de culto à regionalidade. As raízes regionais estavam em processo de esquecimento, adormecidas, reflexo da proibição de demonstrações de valores de cada um dos estados. Bandeiras e hinos dos estados foram, simbolicamente, queimados em cerimônia no Rio de Janeiro e, diante de tudo isso, os gaúchos estavam acomodados àquela situação, apáticos e sem iniciativa.

Início do tradicionalismo organizado

Estrangeirismos

No final da década de 40 a sobrevivência da cultura rio-grandense estava ameaçada pelo modismo ditado pelos estrangeirismos. Vestir-se como campeiro era motivo de gozação se assim andasse na cidade. Os veículos de comunicação de massa saturavam-se de tanto estrangeirismo. Quase ninguém pensava em tradições rio-grandenses: “velaria” não tinha valor.

Terminada a Segunda Guerra Mundial, o mundo ocidental encontrava-se com grande influência exercida pela exposição dos Estados Unidos, que tornou-se o principal centro de tradição da moda, da cultura e das elites urbanas. Os jovens começavam a imitar o americano e voltavam as costas para as suas raízes culturais. Os intelectuais rio-grandenses demonstravam sua insatisfação com aquele estado de coisas e tinham a consciência de que as pressões do modismo americano sufocavam a cultura local, o Rio Grande e o mundo em geral.

Poucos registros de fatos do Instituo Histórico; lembranças dos hábitos campestres levantados por Cezimbra Jaques; referências aos “Clubes Gaúchos” do passado e poucos escritores regionalistas. Mais nada. Fora isto tudo, juntava-se apenas a Brigada Militar, instituição que reverenciava a figura de Bneto Gonçalves junto a seu Monumento no dia 20 de setembro. Em resumo: naquela época parece que o próprio povo gaúcho ignorava o seu patrimônio histórico-cultural.

O tradicionalismo organizado nasce na escola

Colégio Júlio de Castilhos

O Julinho, como é carinhosamente chamado, foi fundado em 23 de março de 1900, com o nome de “Gymnásio do Rio Grande do Sul”. Em 1905 recebeu a denominação de “Instituto Gymnasial do Rio Grande do Sul” e, em março de 1924, passa a denominar-se “Colégio Estadual Júlio de Castilhos”, reunindo o Colégio Universitário e o Ginásio Júlio de Castilhos. O prédio antigo foi destruído num incêndio em 1951 e o prédio atual foi inaugurado em 1958. Em agosto de 1943 foi inaugurado o “Grêmio Estudantil Colégio Estadual Júlio de Castilhos”. Nessa época, Dante de Laytano era professor no Julinho e foi grande incentivador do espírito regionalista entre os jovens.

Departamento de tradições gaúchas

No mês de agosto de 1947, alguns estudantes do Julinho, liderados por João Carlos D’Ávila Paixão Cortes, fundaram o Departamento de Tradições Gaúchas, junto ao Grêmio Estudantil. Este era o décimo departamento do Grêmio Estudantil, presidio pelo aluno Ruy Caporal.

O departamento era composto de alunos de diversas classes sociais e seguimentos étnicos, que se levantava em favor das tradições. O objetivo era achar uma trilha diante da perda da fisionomia regional; combater a descaracterização; “reagauchar” o Rio Grande. Em suma: procuravam a identidade da terra gaúcha. O departamento objetivava: “estimular o desenvolvimento, por meio de reuniões culturais, sociais e recreativas, da belíssima tradição de nossos heróis do passado, incentivando a nossa juventude a que eleve sempre, e cada vez mais alto, a chama do amor à Pátria”.

Aprovada a ideia, o Grêmio Estudantil enviou à imprensa de Porto Alegre, um comunicado, cujo primeiro parágrafo dizia: “O Grêmio Estudantil Júlio de Castilhos, sentindo a necessidade da perpetuação das tradições gaúchas, fundou aliando aos seus já numerosos departamentos das Tradições Gaúchas, procurando assim preservar este legado imenso dos nossos antepassados, constituído do amor à liberdade, grandeza de convicções representadas pelo sentimento de igualdade e humanidade”.

Nesta ocasião, era Diretor do Departamento Cultural do Grêmio Estudantil, Flávio Xavier Krebs, que também integrava o Departamento de Tradições Gaúchas e que foi considerado, posteriormente, um dos fundadores do “35 CTG”. Em 1948, o Grêmio Estudantil foi presidido por Flávio Ramos, também um dos dos fundadores do “35 CTG”.

Ronda gaúcha

No Departamento de Tradições Gaúchas, decidiram realizar a “1ª Ronda Gaúcha”, que logo passaria a ser chamada de “Ronda Crioula”. Uma programação que iniciaria no dia 7 de setembro de 1947, estendendo-se até o dia 20. O programa previa o acendimento de um Candeeiro Crioulo, o primeiro baile gauchesco com concurso de danças e trajes, palestras, concurso literário e uma série de momentos equestres.

Durante a Ronda Crioula, os jovens pioneiros realizaram intervenções em programas da Rádio Farroupilha, em contato com o escritor Manoelito de Ornellas, que noticiou os acontecimentos pelo Jornal Correio do Povo. A Ronda Crioula foi, na verdade, a precursora da Semana Farroupilha, oficializada somente 17 anos mais tarde, por meio da Lei Estadual nº 4.850, de 11 de dezembro de 1964. Paixão Cortes, que dirigia o Departamento Tradicionalista, relata o pedido que fez ao Major Vignoli, no que foi prontamente atendido:

“E foi assim, na Capital Gaúcha, diante do Major do Exército Darcy Vignoli, Presidente da Liga de Defesa Nacional do Rio Grande do Sul, que dissemos, de viva voz, do desejo de retirar, ao final do dia sete, uma centelha do fogo simbólico e transportá-la até o Colégio Júlio de Castilhos, onde seria colocada num “candeeiro” crioulo típico, a representar um altar cívico”.

Isto seria parte das comemorações da Ronda Gaúcha. Toda essa programação em 1947 foi a semente que culminaria na criação do “35 CTG”. O movimento destes jovens estudantes tece importante apoio na época, do grande portoalegrense Mário Quintana, na condição de jornalista do Correio do Povo.

Restos mortais de David Canabarro

Naquele ano de 1947, a Liga de Defesa Nacional, presidida pelo Major Darcy Vignoli, incluiu na programação alusiva à Semana da Pátria, a transladação dos restos mortais do general David Canabarro, de Santana do Livramento para o Panteão da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre.

Entendeu o Major Vignoli que era do maior significado cívico se a guarda de honra, para fazer as alas em homenagem ao grande herói, fosse composta por uma representação gaúcha, que traduzisse a alma da terra, a essência farroupilha. Pessoas que “lembrassem os tempos gloriosos dos nossos estancieiros e suas peonadas, que enfrentaram durante 10 anos todo o império”.

Diante da inexistência de uma representação com estas qualidades, o Presidente da Liga então solicitou ao Departamento de Tradições do Julinho um piquete de gaúchos para montar guarda à urna com os restos mortais do grande herói farrapo.

Piquete da Tradição

Paixão Cortes prontamente aceitou o desafio e ligeirito conseguiu por empréstimo as encilhas completas para 14 cavaleiros. Os cavalos foram cedidos pelo Exército, no Regimento Osório. Conta Paixão Cortes que “a grande dificuldade foi conseguir no Colégio Júlio de Castilhos, adeptos para esta empreitada, uma vez que ninguém queria passar o vexame de aparecer a cavalo na cidade”. Apenas dois alunos aceitaram participar, com ele três, e com muito custo fora do colégio foi conseguido mais cinco, totalizando oito componentes.

Estava formado o Piquete da Tradição, grupo esse que passaria para a história no 1º congresso Tradicionalista realizado em julho de 1954 em Santa Maria-RS, quando foi batizado como o “Grupo dos Oito”, assim formado: João Carlos DÁvila Paixão Cortes, Antônio João Sá de Siqueira, Cilço Araújo Campos, Cyro Dias da Costa, Cyro Dutra Ferreira, Fernando Machado Vieira, João Machado Vieira e Orlando Jorge Degrazia.

No dia 5 de setembro, pela manhã, um jipe do Exército conduziu os restos mortais de David Canabarro do aeroporto até a Praça da Alfândega, centro de Porto Alegre. O grupo dos cavaleiros acompanhou a viatura do Exército da Rua da Conceição, esquina com a Avenida Farrapos, até a Praça da Alfândega, junto ao monumento General Osório, onde foi realizada uma cerimônia. Da praça, seguiu até o Panteão da Santa Casa, onde foi encerrada a solenidade.

Nasce a Chama Crioula

Próximo da meia-noite do dia 7 de setembro de 1947, os jovens João Carlos D’Ávila Paixão Cortes, Cyro Dutra Ferreira e Fernando Machado Vieira, devidamente pilchados e montados, aguardavam junto à Pira da Pátria. Naquela época, a Pira da Pátria ficava no Parque Farroupilha, nas proximidades da Avenida João Pessoa. Chegando o momento da extinção do Fogo da Pátria, foram chamados para a retirada da centelha, conforme haviam acordado. Paixão Cortes sobe ao topo da Pira com um archote improvisado, feito de estopa embebida em querosene presa à ponta de um cabo de vassoura e solenemente acende aquela que seria a primeira Chama Crioula. Dali, os três cavaleiros conduziram a galopito até o “Julinho” onde acenderam o “Candeeiro Crioulo”/i>, como era chamada a Chama Crioula no início.

“Chama Crioula” é o fogo que simboliza fertilidade, calor, claridade, ardor, paixão, coragem e hospitalidade. Simboliza, enfim, a “Tradição Gaúcha”. Representa o Gaúcho, idealizado no espírito heroico dos Farroupilhas, com os ideais de Justiça e Liberdade, visando a aproximação dos povos.

O acendimento oficial da chama do estado

Nas comemorações do sesquicentenário da Revolução Farroupilha, um olhar diferenciado surge sobre a epopeia, novos escritos, acontecimentos e um novo reconhecimento. No início, os festejos duravam em torno de 13 dias (de 7 à 20/09), depois, por lei, ficou em 7. Atualmente, em Porto Alegre, o Parque da Harmonia recebe seus acampados desde o final do mês de agosto, mas é a partir do dia 7 de setembro, com o ato histórico de Paixão Cortes e o piquete da tradição, que abrem oficialmente as comemorações na capital. As atividades oficiais, pela lei, e no interior do estado, continuam acontecendo à partir do dia 14.

Muitos lugares já têm em seu imaginário que as comemorações estão acontecendo desde o momento em que é acesa a chama oficial do estrado em um sítio histórico pelo Rio Grande do Sul. Esse evento acontece sempre no final de semana mais próximo do dia 24 de agosto, data que marca o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Em 1999 o acendimento da Chama Crioula foi realizado em Pelotas, em uma homenagem ao centenário da União Gaúcha Simões Lopes Neto. Em 2000 o acendimento ocorreu em Alegrete, na “Capela Queimada”. Os dois eventos foram prestigiados pela direção do MTG, mas tiveram muita pouca participação das coordenadorias regionais. Foram eventos locais, sem grandes repercussões na mídia.

O acendimento da chama crioula se transformou em um grande evento à partir de 2001, em Guaíba, em frente a casa de Gomes Jardim, com participação das 30 RTs. Neste ano de 2014, a cidade escolhida, no congresso tradicionalista, para receber o Rio Grande e gerar a chama, foi Cruz Alta – “Terra de Erico Veríssimo”.

A busca, o translado e a guarda da Chama

Um velho ditado diz: “A união faz a força”. A busca da chama nos sítios históricos, espalhados pelo Rio Grande do Sul, demanda, na maioria das vezes, de custos operacionais. Em algumas cidades existe uma rubrica, dos festejos farroupilhas, para a busca da chama. Então, alguns grupos se fecham dentro daquela rubrica e não abrem para outros grupos irem junto buscar o símbolo. Aí começam as discordâncias na cidade.

Em outras localidades, mais organizadas, os municípios fecham com a coordenadoria regional, unem os grupos de cavalgadas, tem uma equipe para prestação de contas, e todos viajam juntos. Cabe lembrar ainda que alguns grupos simplesmente saem a cavalo pelo estado, sem roteiro pré organizado, sem pousos determinados e sem avisar a polícia rodoviária sobre sua presença em determinadas rodovias.

A sugestão é que os grupos de cavalgadas se unam dentro da região, façam um grande ordenamento de despesas, organizem o trajeto antecipadamente, avisem as autoridades competentes, e façam uma grande busca da chama. Lembrando que é sempre importante o espírito de equipe, o bom senso e a camaradagem entre os cavaleiros e participantes.

O ritual

O translado

As bandeiras vão à frente. A chama logo depois delas. Quem leva a chama, ao chegar, alcança o archote para alguém previamente definido que vai fazer o acendimento do candeeiro. Esse ato é, normalmente, feito logo após o hino nacional (quando for executado) e antes dos pronunciamentos (quando houver pronunciamentos). Normalmente são três falas. É comum dar-se a palavra ao comandante da cavalgada.

A ronda da chama

A ronda não é estática, ela é móvel. A ronda também pode ser entendida como o ato de trocar a chama de lugar a cada dia. A ela pode-se incluir uma serie de atividades no entorno da chama.

A guarda da chama

A guarda da chama é feita por uma ou duas pessoas que ficam paradas (no estilo militar), normalmente de lança em punho. O ideal é que a guarda seja feita durante as 24 horas, no entanto, se não houver movimento, pode ficar o candeeiro sozinho, com o galpão fechado. Enquanto houver atividades ou se a chama estiver em local aberto, a guarda é permanente. A troca de guarda deve sempre ser feita com um breve cerimonial: A entrega da lança e, a troca de lugar, deve ser feita de forma solene.

O cerimonial

Escolher alguém com boa dicção e que planeje o cerimonial antes, lendo bastante, para evitar se engasgar com as palavras na hora.

Ao abrir, ter as informações do que está acontecendo, nominar as autoridades (da maior para a menor), ter os hinos à mão, pronunciamentos sempre da menor, para a maior autoridade (processo inverso a composição do dispositivo das autoridades).

A fala na troca de guarda

Não existe uma fala padrão, por ser neste momento, uma situação que envolve muito a emoção do que se está fazendo. Fizemos um levantamento, em algumas regiões, buscando saber o que, normalmente, eles falam quando fazem a troca de guarda, ou entregam a chama ao chegar no local determinado e, notamos que depois de uma pequena reflexão da importância daquela cavalgada que buscou a chama, ao entregar usa-se a parte final do solene juramento , utilizado em posses:

“...entrego esta chama para o fortalecimento das nossas tradições e maior honra e gloria da nossa sagrada querência e do povo gaúcho.” – seguido de um forte “E viva o Rio Grande!”.

Na Primeira Região Tradicionalista, o costume fixou a seguinte fala, quando da troca da guarda da chama:

"Pelo Rio Grande, Pelo Brasil!

A Chama Crioula e seus acendimentos

2001 - Guaíba, na fazenda de Gomes Jardim

2002 - Santa Maria, no centro do estado

2003 - Camaquã, na Chácara das Aguas Belas, de Barbosa Lessa

2004 - Erechim, no Recanto dos Tauras

2005 - Viamão, cidade fundamental na história do RS

2006 - São Gabriel, na Sanga da Bica, onde tombou Sepé Tiarayú

2007 - São Nicolau, 1ª redução e um dos 7 povos das missões

2008 - São Leopoldo, Terra de Colonização Alemã

2009 - São Lourenço, no casarão de Ana, irmã de Bento Gonçalves

2010 - Itaqui, o acendimento volta para a fronteira

2011 - Taquara, cinquentenário da Carta de Princípios

2012 - Venancio Aires - Capital Nacional do Chimarrão

2013 - General Câmara - Distrito Açoriano de Santo Amaro do Sul

2014 – Cruz Alta – Terra de Erico Veríssimo

2015 – Colônia del Sacramento – Chuí, “Colônia do Santíssimo Sacramento”

2016 – Triunfo – Terra do General Bento Gonçalves da Silva

2017 – Mostardas – Pedra de Anita, onde nasceu Menotti Garibaldi, filho de Anita e Giuseppe Garibaldi, comandante da marinha Farroupilha durante a Guerra dos Farrapos.

2018 – Iraí – onde se encontra o CTG Minuano, terceiro Centro de Tradições Gaúchas mais antigo do Estado.